Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

The A word

The A word

23
Out20

Breaking news!

AyJay

Ministro da saúde checo avistado, fotografado e divulgado na capa de um jornal checo enquanto saía de um restaurante (lembrem-se que os restaurantes estão de momento todos fechados por lei, só podendo servir take-away) após as 22 horas das noite, hora que take-away já não pode funcionar, sem um saquinho de take-away e sem máscara! 

Como tal, apenas umas horas depois da grande indignação geral que esta fotografia causou, Prymula, que está no poder há apenas um mês (recorde-se que após pedido de demissão do antigo ministro da saúde, Vojtech), foi "convidado" a deixar o seu cargo.

Espera-se que o próximo ministro da saúde seja apontado na próxima segunda-feira. 

Ansiosa por novas notícias de Prymula, uma vez que quando Vojtech se demitiu, apostou na sua carreira de cantor e começou a dar concertos e a vender bilhetes para o seu comeback (devo admitir que tem a voz de um anjoe tenho curiosidade para ver se se juntam num dueto.

O drama que está a acontecer neste país, acho que é o que acontece quando o cinema fecha...  Alguém que me traga umas pipocas.

Enfim, alguém quer entrar nas apostas do tempo que o 3º ministro da saúde de 2020 vai durar no poder?

Nota: Eu já tinha visto a foto antes da decisão de ele ser demitido, no entanto, como não acredito em tudo o que vejo na internet e as Fake News estão no auge, não tenho como afirmar de que a foto é verídica. Tudo o que se vê é o ministro ao pé de um estabelecimento (café/restaurante) durante a noite, na rua, e sem máscara, ao pé do seu motorista com máscara, e não há maneira de confirmar a hora ou a data da fotografia, pelo o que pode muito bem ter sido tirada numa altura em que os restaurantes estavam abertos.

 

21
Out20

Ponto da situação

AyJay

Governo checo: Por favor, respeitem as medidas impostas e o distanciamento social de maneira a não termos de impor medidas ainda mais severas.

Checos: Manifestam-se violentamente contra as medidas anti-COVID, fazem festas ilegais e não praticam o distanciamento social.

Governo checo *impõe medidas mais severas*

Checos:Surprised Baby Yoda template, cropped and brightened | /r/BabyYoda | Baby  Yoda | Know Your Meme

E agora fora de brincadeiras e memes e num tom mais sério - é isto que se tem passado por terras checas:

Os casos continuam a aumentar de dia para dia e os hospitais cada vez sofrem mais e, como tal, o governo tem imposto medidas novas e severas a cada dia que passa.

Até à data já tínhamos escolas, universidades, restaurantes, ginásios, eventos culturais e desportivos e tudo o que possam imaginar relativo ao lazer fechado e, hoje, oficializou-se também o fecho de todas as lojas e serviços, com excepção de supermercados, farmácias e pouco mais.

Ou seja, estamos praticamente no nosso segundo lockdown.

Para além disso, é obrigatório o uso de máscara na rua e não se pode andar na rua em "grupos" com mais de duas pessoas (throuples, I have bad news).

Nos hospitais, o maior problema não é, ainda, a falta de camas para pacientes ou a falta de recursos, mas sim o grande número de médicos e enfermeiros que também se encontram infectados e não podem, por isso, trabalhar e cuidar dos pacientes (com ou sem COVID). 
Já começaram, por isso, a pedir aos estudantes de medicina geral e medicina dentária do quarto e quinto ano para ajudarem nos hospitais e, pelo o que li hoje nas notícias, médicos americanos também estão a caminho para reforçarem os hospitais.

Relativamente aos estudantes do sexto ano, querem apenas que continuemos a ter as nossas aulas como normalmente e que façamos o resto dos nossos exames como programado, de forma a terem médicos formados o mais rapidamente possível.

E pronto, aqui está um mega resumo de tudo o que se tem passado por estes lados.

Pelo o que percebi, também é possível que Portugal esteja a caminhar no mesmo sentido, por isso deixem-me só relembrar que é extremamente importante respeitar o distanciamento social e as medidas impostas pelo governo.

Eu bem sei que algumas medidas são chatas e que estamos todos cansados e que queremos voltar à normalidade mas, infelizmente, ainda não é a altura e a última coisa que Portugal precisa é de um segundo lockdown como está a acontecer por aqui.

Fiquem bem e mantenham esse distanciamento 

06
Out20

Um desabafo muito rápido.

AyJay

Vim a correr aqui para o blog, o que na verdade foi só abrir um novo separador, muito rapidinho só para desabafar desta situação que me deixou... estupefacta.

Estou de momento com alguns sintomas de infecção respiratória viral, e claro, nos tempos que correm e sabendo o estado em que a Chéquia se encontra, há uma possibilidade que vem logo à cabeça que de certeza também veio à vossa.

Como tal e devido ao bom senso comum que me orgulho de ter, decidi que ir para um hospital e estar em contacto com pacientes, médicos e enfermeiros não seria a melhor maneira de proceder.
Assim, fiquei em casa e fiz o que a faculdade indica: mandei um e-mail a relatar os meus sintomas e história de possíveis contactos ao médico geral designado pela faculdade para o efeito, que me respondeu perguntando se eu poderia fazer um teste para o bicho.

Respondi afirmativamente ao e-mail e perguntei como deveria proceder para a realização do teste, mas quase 24 horas depois, e ainda não obtive resposta.

Para além disto, decidi que seria boa ideia informar o professor responsável pelo departamento de Medicina Interna, departamento onde estou diariamente desde o final de Agosto e no qual estarei até ao início de Novembro, da minha situação atual, uma vez que com esta brincadeira hei-de faltar a algumas aulas.

Como sempre faço, escrevi um e-mail todo respeitoso e direitinho, como deve ser, com a adição dos títulos correctos para me dirigir ao médico em questão, como "docente e MUDr." (uma vez que aqui usar os títulos incorrectos é considerado uma grande afronta) com um inglês cuidado, saudações respeitosas, enfim, tudo.

E isto foi o que eu recebi em troca:

120889913_697486321149393_8977453340006859543_n.jp

E supostamente o homem até gostava de mim.

Por favor, alguém que traga uma dose extra de sensibilidade para estes checos, que eu não estou a saber lidar com isto.

02
Out20

Pequeno update

AyJay

Boa noite, meus caros e fiéis seguidores!

Eu sei, eu sei, tenho andado desaparecida por estes lados (nem sequer sei se alguém reparou, mas hei-de continuar a falar sozinha até me aborrecer).
Mas acreditem que não é só por estes lados nem é só com vocês. Já chegou ao ponto de receber mensagens de amigos a confirmarem que está tudo bem comigo/com a minha família porque não sabiam de mim há imenso tempo e estavam preocupados que algo grave se tivesse passado.

Felizmente, está tudo bem e nada grave se passou, mas a verdade é que ando, de momento, a repartir todo o meu tempo entre as aulas no hospital e o estudo para o mega exame que aí se avizinha e, por isso, tenho-me encontrado com pouco tempo para fazer seja o que for que não seja relacionado com a faculdade.

Para além disso, também sinto que não tenho andado com os humores que me são habituais (talvez até vão conseguir reparar no tom sério e insípido deste post) o que também me tem feito evitar vir para aqui lamuriar-me, que eu sei que vocês vêm aqui para ler parvoeira e não para ficarem deprimidos.

As coisas cá na República Checa, em termos covidários, também não andam nada famosas, apesar da grande maioria dos checos se encontrar em negação absoluta e se ter começado a revoltar contra o uso de máscaras e começado a espalhar desinformação nas redes sociais de que isto é apenas uma estratégia do governo para os controlar.

Talvez mudassem de opinião se, como eu, tivessem um contacto diário com os hospitais e profissionais de saúde mas, infelizmente, todo o contacto diário que estas pessoas têm com alguma coisa é com o Facebook, a rede social que criou o algoritmo perfeito para continuar a fornecer links com teorias da conspiração e notícias falsas a pessoas já paranóicas e desinformadas.

E sim, ainda estou a ter aulas no hospital, todos os dias, porque a faculdade se recusa a cancelar ou a mudar a estratégia das aulas, apesar de vários apelos dos estudantes que têm medo de, não só, apanhar o vírus, mas também de facilitar a transmissão do mesmo entre os médicos e pacientes, o que vai, inevitavelmente, acontecer.

Enfim, até comecei a escrever este post com intenções de falar de um assunto completamente diferente e um pouco mais ligeiro, mas já entrei num assunto tão sério que me é impossível desviar dele agora. Fica para amanhã.

Stay safe! 

19
Set20

Prendas e presentes

AyJay

Que eu gosto de receber prendas, isso vocês já sabem, mas o que provavelmente ainda não sabem é que eu também gosto imenso de as dar.

Gosto de surpreender as pessoas e, na grande maioria das vezes, antes de oferecer algo a alguém importante, passo horas a pesquisar de maneira a conseguir dar prendas originais e que mostrem que conheço bem a pessoa.

Hoje é o aniversário do meu namorado mas, infelizmente, como emigrante que estuda na Chéquia em tempos de pandemia, não tive maneira de conseguir estar com ele neste dia, o que me custa um bocado e eu sei que a ele também, apesar de ele passar a vida a tentar fingir que não liga a este dia (homens, am I right?  ).

Enfim, achei que uma boa opção para tentar compensar pela minha ausência seria a de esconder umas prendinhas pela casa, de forma a que ele tivesse alguma coisa física que marcasse a minha presença de alguma maneira - ou seja, mais que uma prenda, um presente.

No outro dia até encontrei uma discussão algures na internet sobre a diferença entre a palavra prenda e presente que achei bastante interessante e até vem bem a calhar com o que estou a tentar transmitir.
Resumidamente, é isto:

  • Presente -  Uma oferta que é símbolo da nossa presença. Quando nos ausentamos, o objecto que oferecemos faz com que sejamos lembrados, faz perdurar a nossa presença junto de quem o recebeu. 
  • Prenda - Oferta que é uma garantia do nosso carinho, amizade, estima ou até de recompensa ou prémio.

E pronto, de maneira a marcar presença mesmo durante a minha ausência, escondi-lhe dois presentes pela casa, isto há cerca de dois meses atrás, e ontem à meia-noite enquanto lhe desejava os parabéns dei-lhe a localização das mesmas.

Ele riu-se, dizendo que já esperava que eu fizesse alguma coisa do género, confessando até que já tinha tentado procurar nalguns sítios para ver se encontrava alguma coisa, sem sucesso.

No final ele acabou por adorar as prendas e eu acabei por ficar bastante orgulhosa de mim própria: não por ter oferecido algo que ele tenha gostado imenso, mas sim por perceber que o conheço tão bem ao ponto de saber o sítio ideal para esconder algo durante dois meses sem que ele se apecerbesse.
E acreditem que não foi num sítio tão escondido quanto isso. 

E é isto, um bom fim-de-semana a todos 

12
Set20

Um dos horrores de viver na República Checa

Título claramente hiperbólico

AyJay

Como qualquer outro país, a Chéquia, este país da Europa Central que as pessoas insistem em chamar de Leste - o que irrita profundamente os checos - tem várias coisas boas e positivas, como irei referir num post futuro (que raio de blogger seria eu se não fizesse um post com as diferenças, peculiaridades e curiosidades do país estrangeiro em que me encontro a viver?), mas também tem as suas coisas más.

Este post serve para desabafar sobre uma das piores coisas relacionadas com este país, a meu ver: as pipocas no cinema.

No geral, os cinemas de cá são como qualquer um de Portugal, excepto em duas coisas:

  1. Não há intervalos, o que, dependendo das pessoas, pode ser uma coisa positiva ou negativa.
    Fica ao critério do tamanho da bexiga de cada um, mas devo admitir que me teria dado jeito durante o filme de 2 horas e meia que fui ver ontem.
  2. E, a mais chocante para mim, não têm pipocas doces. 
    Sem ofensa para o pessoal da #teamsalgadas, mas isto, para mim, devia ser crime. É pipocacismo (racismo contra tipos de pipocas).

Enfim, é o que é e eu também não fui com a ideia de comer pipocas para não ter de tirar a máscara durante o filme, mas não podia deixar de desabafar sobre este trauma, que me causou vários flashbacks mal entrei no cinema.

Antes de me ir e começar mais uma sessão de estudo, aproveito para dar uma dica: não vejam um filme que já é complexo por si (neste caso, o filme "Tenet") sem legendas na vossa língua materna.

Apesar de ser fluente no inglês (até o meu curso é em inglês) e já ter visto vários filmes em inglês sem legendas (ou legendas em checo) sem qualquer problema, não foi o suficente para conseguir acompanhar o filme a 100%, muito devido à rapidez alucinante com que o filme se desenvolvia, ao facto de muitas vezes a música estar demasiado alta para o volume da voz dos personagens, e também as próprias considerações e explicações serem complexas.

Eu sei que várias pessoas que viram o filme acabaram confusas, mas acreditem que a minha confusão foi ainda maior.

O melhor era quando os personagens falavam russo e as legendas eram, como é óbvio, checas. A melhor combinação. O que vale é que os americanos não conseguem ler legendas e, por isso, as partes em que isto acontecia eram escassas.

Bem, desejo-vos um bom fim-de-semana 
#teamdoces

 

 

08
Set20

Ver filmes e séries em tempos de COVID

AyJay

Este vírus conseguiu mesmo habituar-nos a novo normal, e algumas dessas coisas só nos apercebemos muito mais tarde.

Agora, sempre que tenho um tempinho livre entre as aulas e o estudo (tempo livre como quem diz: quando já estou saturada do estudo e decido preguiçar na cama e fazer algo para me dístrair da realidade do exame de Medicina Interna que ainda não está aí a bater à porta mas já começa a tentar entrar no prédio) e vejo um episódio de uma série, dou por mim a ficar escandalizada sempre que vejo dois personagens a abraçarem-se ou a cumprimentarem-se com beijinhos e ou um "passou-bem". É o pensamento imediato do "Não podem fazer isso! Olhem o vírus!!!".

E só depois de vários segundos é que me lembro que a série até foi gravada num tempo pré-coronavírus em que intimidade física ainda era uma coisa considerada normal.

De certo não devo ser a única a ter estes mini-ataques agora ao ver séries e filmes, mas achei curioso, era algo que eu nunca imaginaria que fosse acontecer.

E pronto, é este o post para encher chouriços da semana. Prometo que vou tentar ir atualizando com posts mais a sério, mas tem-me faltado tempo e inspiração - ideias não, que se fossem ver a minha lista de rascunhos até se passavam, o problema é escrever alguma coisa mais ou menos decente.

Continuação de uma boa semana para os poucos que ainda passam por aqui 

03
Set20

Até pareço viajada

AyJay

Ainda não sei bem como, mas no final de 2019 activei a funcionalidade do Google Maps Timeline que vai fazendo tracking dos sítios onde estou e por onde vou passando, assim como o tempo passado a andar, a viajar de transportes públicos ou de carro.

No final de cada mês recebo um relatório com todos os locais, países e km feitos no mês e no ano. (Devo admitir que a primeira vez que o recebi fiquei bastante assustada, porque como disse, não me lembrava de ter ativado tal coisa )

Pois bem, como podem ver pelo relatório do mês de Agosto, eu sou uma pessoa extremamente viajada que não foi em nada afectada pelo COVID 

IMG_20200903_140904.jpg

Dito assim até parece que andei por aí em sítios novos e incríveis, um a cada dia novo que passa.

Quem me dera. 

Na verdade, esta é apenas a realidade de uma pessoa que se encontra a estudar no estrangeiro, a 3000 km de distância, e que quando tem a oportunidade de estar em Portugal reparte o tempo que tem entre a casa do namorado e a casa dos pais que ficam a 500km de distância uma da outra.

Enfim, vamos fingir que esta conquista dos ”50% à volta do mundo" foi porque andei em sítios tropicais e maravilhosos durante os tempos de Corona, com a minha gata viajante atrás.

Uma gaja também precisa de sonhar para conseguir abstrair-se da triste realidade que é estudar medicina interna.

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D